Depois do caos de novembro, finalmente, vai acontecer. Sexta-feira | 19 de junho | 20h | No Espaço Mariás Rua Espanha, 94 - Velha - Blumenau (Em frente ao Castelo Suiço) [mapa]
Um vislumbre do céu que, como nas visões de João, desce até nós e cresce no chão da terra, entre nós. Paraíso simples e real. Paraíso que é pura poesia. Paraíso que nós abandonamos quando nos fiamos no sonho de voar entre anjos e harpas ao invés de nos tornamos humanos como Jesus se tornou e transformarmos o mundo como ele transformou, para que "venha a nós o Seu Reino".
Vilarejo Marisa Monte
Há um vilarejo ali Onde areja um vento bom Na varanda, quem descansa Vê o horizonte deitar no chão
Pra acalmar o coração Lá o mundo tem razão Terra de heróis, lares de mãe Paraiso se mudou para lá
Por cima das casas, cal Frutas em qualquer quintal Peitos fartos, filhos fortes Sonho semeando o mundo real
Toda gente cabe lá Palestina, Shangri-lá Vem andar e voa Vem andar e voa Vem andar e voa
Lá o tempo espera Lá é primavera Portas e janelas ficam sempre abertas Pra sorte entrar
Em todas as mesas, pão Flores enfeitando Os caminhos, os vestidos, os destinos E essa canção
Um alegre convite a participar da festa entre irmãos. A casa é grande, cabe todo mundo e somos todos um. A unidade vai nascer. E, por sermos um em amor, somos luz. O brilho das pessoas é muito maior e ilumina as manhãs (ochoro pode durar a noite inteira mas a alegria vem pela manhã...). E nada de sacanagem, nada de melar a festa, que ela tá só começando!
O Homem Falou Maria Rita Composição: Gonzaguinha
Pode chegar Que a festa vai É começar agora E é prá chegar quem quiser Deixe a tristeza prá lá E traga o seu coração Sua presença de irmão Nós precisamos De você nesse cordão...
Pode chegar Que a casa é grande E é toda nossa Vamos limpar o salão Para um desfile melhor Vamos cuidar da harmonia Da nossa evolução Da unidade vai nascer A nova idade Da unidade vai nascer A novidade...
E é prá chegar Sabendo que a gente tem O sol na mão E o brilho das pessoas É bem maior Irá iluminar nossas manhãs Vamos levar o samba com união No pique de uma escola campeã...
Não vamos deixar Ninguém atrapalhar A nossa passagem Não vamos deixar ninguém Chegar com sacanagem Vambora que a hora é essa E vamos ganhar Não vamos deixar Uns e outros melar...
Oô eô eá! E a festa vai apenas Começar Oô eô eá! Não vamos deixar Ninguém dispersar (O Homem Falou)...(final 2x)
Quando a mulher jogou-se ao chão, enquanto chorava e lhe lavava os pés com lágrimas, ele inclinou-se para ela e, docemente, fazendo jorrar dos olhos e da voz amor e compaixão enebriantes, cantou as duas primeiras estrofes dessa canção.
O meu samba vai curar teu abandono O meu samba vai te acordar do sono Meu samba não quer ver você tão triste Meu samba vai curar a dor que existe Meu samba vai fazer ela dançar É o samba certo pra você cantar
O meu samba é de vida e não de morte Meu samba vem pra cá e traz a sorte E celebra tudo o que é bonito Meu samba não despreza o esquisito Meu Samba vai tocar no infinito Meu Samba é de bossa e não de grito
Dias depois, quando estava prestes a partir, reuniu em um dos morros da cidade os bambas de verdade que o seguiram aos trancos e barrancos nos últimos anos e cantou para eles a estrofe final.
Meu Samba, defendi com alegria Deixe que a noite vadia Vai saber lhe coroar Deixo entregue aos bambas de verdade Que estão nos morros da cidade Peço a benção pra passar Deixo entregue aos bambas de verdade Que estão nos morros da cidade Peço a benção pra passar
Samba Meu Composição de Rodrigo Bittencourt na voz de Maria Rita.
Não consigo ouvir essa música sem deixar de pensar no meu ideal de encontro fraterno entre irmãos de fé, entre gente que se dispõe a seguir Jesus, entre gente que quer crescer na fé e na graça, sem montar todo um esquema que torne tudo um hábito ou uma obrigação.
Portas abertas para o encontro espontâneo entre quem vem e vai, fica e sai, volta ou não. Assim é a vida.
Encontros e Despedidas Maria Rita
Composição: M. Nascimento E F. Brant
Mande notícias do mundo de lá Diz quem fica Me dê um abraço, venha me apertar Tô chegando Coisa que gosto é poder partir Sem ter planos Melhor ainda é poder voltar Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem A vida se repete na estação Tem gente que chega pra ficar Tem gente que vai pra nunca mais Tem gente que vem e quer voltar Tem gente que vai e quer ficar Tem gente que veio só olhar Tem gente a sorrir e a chorar E assim, chegar e partir
São só dois lados Da mesma viagem O trem que chega É o mesmo trem da partida A hora do encontro É também de despedida A plataforma dessa estação É a vida desse meu lugar É a vida desse meu lugar É a vida
Do Pava para o Alforria e de lá, só alegria. 6 músicas do Crombie liberadas pelo grupo devidamente baixadas. Ouço enquanto escrevo. Vale a pena conhecer a banda. No Alforria tem o link pro download e ainda tem uma entrevista com os caras.
Não! Não posso, não devo, não quero viver como toda essa gente insiste em viver. Não! Não posso aceitar sossegado toda essa sacanagem, toda essa injustiça, toda essa miséria. Não dá para engolir tanta safadeza, tanta cara de pau. Não! Não dá para aceitar o egoismo e o cinismo que cresce dentro de mim e de cada um e nos devora a todos.
Ah! menino que habita em mim, que se esconde num canto de minhalma. Assobia, sussurra, canta, grita, chora. Me estende a mão. Me mostra o calor do sol no meio dessa gélida escuridão. Me fala de amizade, respeito, caráter. Me faz crer na bondade. Me enche de alegria. Inunda-me de amor. Sim! Me faz levantar e correr e dançar transbordando esperança e graça.
Contagia a mim para que eu possa contagiar a outros.
"Eu lhes asseguro que, a não ser que vocês se convertam e se tornem como crianças, jamais entrarão no Reino dos céus." Mateus 18:3
Bola de Meia, Bola de Gude Milton Nascimento
Há um menino Há um moleque Morando sempre no meu coração Toda vez que o adulto balança Ele vem pra me dar a mão
Há um passado no meu presente Um sol bem quente lá no meu quintal Toda vez que a bruxa me assombra O menino me dá a mão
E me fala de coisas bonitas Que eu acredito Que não deixarão de existir Amizade, palavra, respeito Caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo, não quero Viver como toda essa gente Insiste em viver E não posso aceitar sossegado Qualquer sacanagem ser coisa normal
Bola de meia, bola de gude O solidário não quer solidão Toda vez que a tristeza me alcança O menino me dá a mão
Há um menino Há um moleque Morando sempre no meu coração Toda vez que o adulto fraqueja Ele vem pra me dar a mão